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Ana Luz


 

"caminho" - foto de: Dorothea Lange



Escrito por Ana Luz às 13h24
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Aclimação - Imagem do google maps

Moro em Belém, mas foi impossível não me comover com a tragédia do lago do parque da Aclimação (SP) ocorrida na última segunda-feira.

A primeira vez que fui a São Paulo, tive aquele clássico assombro diante da mais “pura poesia concreta” ;b. De lá pra cá, fui inexplicavelmente impregnada por aquele absurdo de cidade. São Paulo é absurda! Nem bela, nem feia (pensava, tentando qualificar) absurda! Sempre que vou ao Rio a trabalho, estico à SP pra matar a saudade, mas nunca, até ano passado, havia pisado na Aclimação. Quanta magia há naquele bairro escondido no meio da paulicéia. Desci do taxi numa manhã chuvosa em frente à praça Gen. Polidoro, esquina da rua Safira e segui em passos largos (estava frio) a procura da casa da Rose. Distraída, passei direto. Escuto o alerta da janela de uma casa – A Rose chamando – como você me reconheceu? (agora que me toquei disso rs). Logo nos encontramos e ela me convida a caminhar... Quanta coisa bonita naquele bairro. Das poucas casas antigas que restam, do velho largo em forma de coreto (por causa da chuva não consegui fotografar), o que mais me encantou foi o parque e seu lago. Verde esmeralda, refletia o roxo lá longe dos ipês de setembro. Mesmo molhado pela garoa constante e numa manhã tanto fria onde o sol retraído quase sumia, o parque transpirava vida. Colorida. Não é a toa Rose, que você tem tantas cores – ela cresceu pertinho desse lago, verde, roxo, com cisnes negros, peixes pardos, até o lado incendiado era um cinza com dourado.

 

Hoje acordei com esse susto, de ter visto o lago assim, esvaziado.

 

“Estourou sei lá quê. O parque está lotado de repórteres.
Os peixes morreram. A água acabou....” (e-mail da Rose)

 

No site do Estadão, publicado:

 

 

Rose diz que o lago tem uma alma e que agora ela vaga pelos asfaltos assombrada. Lembrei do Haku (personagem do anime “Viagem de Chihiro” – um menino que personifica o espírito de um rio poluído). Espero que, como o dragão branco do desenho, a alma do lago sobreviva e retorne ao coração do bairro, recuperando o seu colorido.  E que as associações do bairro, moradores comuns e poder público, não abandonem o seu lugar. Lembrem-se da Aclimação como uma casa muito maior do que seus concretos universos fechados.

 

e recuperem o lago.

 



Escrito por Ana Luz às 23h04
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:: sincronicidade ::

 

 

 

 

http://playingforchange.com - From the award-winning documentary, "Playing For Change: Peace Through Music", comes the first of many "songs around the world" being released independently.



Escrito por Ana Luz às 23h03
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:: O Vento Vermelho ::

Para Rose :)

 

By: Manabu Mabe



Escrito por Ana Luz às 12h39
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=====

PERGUNTA DA SEMANA, CADA UMA RESPONDE EM SEU BLOG (OU NÃO; NEM RESPONDE)

QUAL O VALOR DO HOMEM?

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humanidade? ser humano? gênero? / valor?? - grau de importância? valor relativo a??
 

De qualquer forma, um dia mandei um txto de Hanna Arendit citanto Agostinho sobre essa mesma questão, acho. Agora, lembrei de outro: de um dos conselheiros da Elizabeth I rs (John Stott). Leia qdo puder e, mesmo q não concorde ou não acredite, considere... no mínimo, tenha paciência comigo rs.
Segue alguma contribuição do John Stott. extraído do livro "Ouça o Espírito; ouça o Mundo".

 

A busca por significância

Há muito tempo persiste o debate entre “imagem” ou “semelhança” divina nos seres humanos, e onde jaz a sua “superioridade”. Keith Thomas juntou uma porção de idéias exóticas em seu livro Man end the Natural World (O Homem e o Mundo Natural, 1983). Ele destaca por exemplo, que o ser humano foi descrito por Aristóteles como um animal político, por Thomas Willis como um animal que ri, por Benjamim Franklin como um animal que faz ferramentas, por Edmund Burke como um animal religioso e pelo gourmet James Boswell como um animal que cozinha.

No decorrer da narrativa de Gênesis 1, fica claro que é a imagem ou semelhança divina que distingue os humanos dos animais. Implica-se no entanto, numa continuidade entre humanos e animais. Eles compartilham, por exemplo, o “fôlego de vida”. Mas havia (atente para o tempo verbal) entre eles uma radical descontinuidade, ao se dizer que os seres humanos são “como Deus”. Essa ênfase, na distinção singular entre humanos e animais repete-se constantemente por toda as escrituras bíblicas, sob dois diferentes tipos de argumentos: deveríamos nos envergonhar, tanto quando os seres humanos comportam-se como animais, como quando os animais tomam o lugar dos seres humanos, agindo muito melhor pelo instinto do que nós pela capacidade de escolher. Um exemplo do primeiro caso é que homens e mulheres não devem ser “embrutecidos e ignorantes”, portando-se “como um irracional”, ou então “como o cavalo ou a mula, sem entendimento, os quais com freios e cabrestos são dominados” (Sl. 73.22; 32.9).  

Certos cientistas de diferentes disciplinas, afirmam que o ser humano não passa de um animal (o “macaco despido” de Desmond Morris, para ser mais preciso), ou nada mais é que uma máquina, programada para produzir respostas automáticas diante de estímulos externos. Foram declarações como estas que levaram o falecido professor Donald MacKay a popularizar a expressão inglesa nothing buttery (literalmente: “nada mais que”, not but) para explicar a expressão “reducionismo”, bem como para protestar contra qualquer tendência de produzir os seres humanos a níveis mais baixos que o plenamente pessoal.

 

Na verdade, nosso cérebro é uma máquina, um mecanismo altamente complexo. E nossa autonomia e fisiologia são iguais às de um animal. Mas isto não é uma definição completa do que é um ser humano. Nós somos mais do que corpo e cérebro. É quando afirmamos que nós não somos “nada mais que” isto ou aquilo, que cometemos um sério e perigoso engano.



Escrito por Ana Luz às 11h10
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O existencialismo tem o efeito de diminuir o senso de significância das pessoas. Pode-se dizer que os existencialistas radicais diferem dos humanistas em geral por seu propósito de levar a sério o seu ateísmo, encarando as suas terríveis conseqüências. Já que (na opinião deles) Deus está morto, tudo o mais morreu com ele. Já que Deus não existe, também não existem valores nem ideais, nem leis, nem padrões, propósitos nem significados. E, embora eu exista, mesmo assim não existe coisa alguma que dê significado a mim ou à minha existência, a não ser, talvez, a minha decisão de buscar a coragem de ser. Só posso encontrar significado na vida desdenhando a minha própria insignificância. Não há outro meio de autenticar a mim mesmo.

Por mais tristemente heróica que esta filosofia possa parecer, deve haver bem poucas pessoas capazes de realizar a mágica de pretender ter significância quando elas sabem que não a têm. Afinal, significância, é essencial para a sobrevivência. Foi isso o que Viktor Frankl descobriu, quando, ainda jovem, passou três anos no campo de concentração de Auschwitz. Ele notou que os internos que mais probabilidades tinham de sobreviver eram aqueles “que sabiam que havia para eles uma tarefa a realizar”. Posteriormente ele veio a ser professor de psiquiatria e neurologia na Universidade de Viena e fundou a “Terceira Escola de Psiquiatria de Viena”. Seu postulado era que, além do “desejo de prazer” de Freud, e o “desejo de poder” de Adler, os seres humanos têm um “desejo de significado”. Com efeito, “a luta para encontrar um significado na vida é a força motivadora primordial de uma pessoa”. Assim ele desenvolveu aquilo que ele chamou de “logoterapia”, usando logos para significar, não “palavras”, nem “razão”, mas “significado”. “A neurose massiva do tempo presente”, escreveu ele, “é o vazio existencial”, isto é a perda do senso de que a vida tem significado. Às vezes ele perguntava a seus pacientes: “Por que você não comete o suicídio?” (aliás, uma pergunta um tanto estranha para um médico fazer a um paciente). Eles respondiam que havia alguma coisa (quem sabe o seu trabalho, casamento ou a família) que fazia a vida valer a pena para eles. E sobre isto Frankl se baseava para trabalhar com eles.

 

A falta de sentido leva à monotonia, aos vícios, à delinqüência juvenil e ao suicídio. Comentando sobre a obra de Viktor Frankl, Arthur Koestler escreveu:

 

Existe no homem uma tendência inerente para sair à procura de significados para preencher e de valores para realizar. Milhares e milhares de jovens estudantes vivem expostos a uma doutrinação que nega a existência de valores. O resultado disso é um fenômeno crescente – mais e mais pacientes se acotovelam em nossas clínicas queixando-se de um vazio interior, de uma total e extrema falta de significado na vida. (Arthur Koestler. Penguin, 1970)

 

Conforme Emile Durkheim, em seu clássico estudo sobre o suicídio (1897), o maior número de suicídios é causado pela anomia, que pode ser considerada a “falta de normas” ou “falta de significado”. E o suicídio “anômico”, ocorre quando uma pessoa, ou não tem objetivo algum na vida, ou então persegue um objetivo inatingível.

 

Quando os seres humanos são desvalorizados, tudo o mais na sociedade se estraga. As mulheres são humilhadas e as crianças são desprezadas. Os doentes são considerados um incômodo e os idosos um fardo. As minorias são discriminadas. Os pobres são oprimidos e lhes é negada a justiça social.  Os sistemas políticos põem à mostra o seu lado mais desprezível. O trabalhador é explorado. Os criminosos são brutalizados na prisão. Opiniões contrárias se polarizam. Belsen é inventado pela extrema direita e Gulag pela extrema esquerda. Os descrentes ficam à deriva, para viver e morrer em sua perdição. Não há liberdade, nem dignidade, nem prazer e alegria. A vida humana já não merece ser vivida, pois chegou a tal ponto que mal pode ser considerada humana.

Mas quando o ser humano é valorizado em virtude do seu valor intrínseco, tudo muda. Homens, mulheres e crianças são honrados. Os doentes são cuidados e os idosos são capacitados a viver e morrer com dignidade. Os dissidentes são ouvidos, os prisioneiros reabilitados, as minorias protegidas e os oprimidos libertados. O trabalhador recebe salário digno, condição de trabalho decente e uma parcela de participação, tanto nas decisões como no lucro da empresa. Por que todo homem, mulher e criança tem valor e significado como ser humano criado à imagem e semelhança de Deus.

 

Como diz C. S. Lewis através de Aslam: o homem “descendente de Adão e Eva. É honra suficientemente grande para que o mendigo mais miserável possa andar de cabeça erguida, e também vergonha o suficientemente grande para fazer vergar os ombros do maior imperador da Terra.” (A Viagem do Peregrino da Alvorada, 1952)



Escrito por Ana Luz às 10h36
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A moderna sociedade tecnocrata, que destrói a transcendência e a significância, destrói também a comunhão, e vivemos assim a era da desintegração social. Passamos a achar incrivelmente difícil nos relacionar uns com os outros. Assim, nós continuamos perseguindo exatamente aquilo que foge de nós – o amor em um mundo sem amor. Quero chamar como testemunhas três pessoas totalmente diferentes.

A primeira é Madre Tereza. Nascida na Iugoslávia, ela partiu para a Índia quando tinha apenas 17 anos de idade. Então, após cerca de vinte anos ensinando, ela desistiu de sua profissão a fim de servir aos mais pobres, dentre os mais pobres, de Calcutá. No mesmo ano (1948), tornou-se cidadã indiana, e dois anos mais tarde fundou a sua nova ordem, a dos “Missionários da Caridade”. Assim foi a Índia o seu lar por mais de sessenta anos. Portanto, sua voz e sua visão são uma autentica voz e visão do “Terceiro Mundo”. Eis o que ela escreveu sobre o ocidente:

 

Hoje as pessoas vivem sedentas de amor e de compreensão, que é a única resposta para a solidão e a enorme pobreza. É por isso que nós podemos ir a países como a Inglaterra, América e Austrália, onde não existe fome de pão. Existe porém, gente sofrendo de solidão, terrível desespero, um ódio terrível, sentindo-se indesejadas, inúteis e sem esperança. Essas pessoas esquecem o que é sorrir, esqueceram a beleza do toque humano. Elas precisam de alguém que as compreenda e respeite. – Desmond Doing, Mother Teresa, Her People end Her Work (Collins, 1976).

 

Lembro-me que a primeira vez que li esta avaliação do mundo ocidental, fiquei um pouco indignado e a considerei um exagero. Mas de lá para cá mudei de opinião.

 

Minha segunda testemunha é Bertrand Russell, o brilhante matemático e filósofo ateu. Ele escreveu com emocionante candura no prólogo da sua autobiografia:

 

Três paixões, simples mas irresistivelmente fortes, têm governado a minha vida: o anseio por amor, a busca de conhecimento e uma insuportável compaixão pelo sofrimento da humanidade. Estas paixões, como grandes ventos, têm me atirado para lá e para cá, em um curso sem destino, sobre um profundo oceano de angústia, atingindo as raias do desespero. Eu busquei o amor, primeiro porque ele produz êxtase. Procurei-o, depois, porque ele alivia a solidão – essa terrível solidão em que essa fragmentada consciência da gente olha por sobre as margens do mundo para o frio e insondável abismo da vida. – The  Autobiography of Bertrand Russell (George Allen and Unwin, 1967).

 

Depois vem Wood Allen, minha terceira testemunha. Muitas pessoas ainda o vêem apenas como um comediante, mas “dentro do comediante existe um trágico”  (Jack Kroll, Newsweek, 24/04/78). Com todo o seu aclamado brilhantismo como escritor, diretor e ator, ele parece nunca ter encontrado, nem a si mesmo e nem a ninguém mais. Wood Allen descreve o ato de fazer amor como “dois psicopatas debaixo de uma coberta”. Em seu filme Manhattan (1979), ele satiriza as pessoas dizendo que estas deveriam “calar-se para a vida toda, como os pombos e os católicos” (ihihihi – riso meu-analuz, por (in)pura identificação); mas ele mesmo parece ser incapaz de seguir o seu preceito. Ele confessa que todos os seus filmes “tratam da maior de todas as dificuldades: as relações de amor. Todo mundo o encontra. Ou as pessoas estão apaixonadas, ou elas estão para se apaixonar, ou tentando livrar-se de um amor, ou procurando um meio de evitá-lo” (Polity Press 1990). Ao fazer seu retrato, seu biógrafo termina com as seguintes palavras: “Ele vive lutando, assim como nós lutamos, para ter forças para encontrar uma vida baseada no amor. Como diz o personagem em Hannah e Suas Irmãs, “quem sabe os poetas estejam certos. Talvez o amor seja a única resposta”. (Graham MacCann, Woody Allen, New Yorker, 1990).

 

Eis aqui três pessoas de contextos, convicções e temperamentos e experiências bem diferentes, que no entanto reconhecem a incomparável importância do amor. Nós o buscamos em toda parte. Desde a década de 60, muita gente vem rompendo com o individualismo ocidental e experimentando estilos de vida comunitários. Outros tentam substituir o núcleo familiar (tradicional no ocidente) pela grande família (que, durante séculos, tem sido a tradição na África e na Ásia). Outros, porém, resolvem repudiar a secular instituição do casamento e da família numa tentativa de, desta forma, encontrar o caminho para a liberdade e a espontaneidade do amor. Todo mundo vive à procura de comunhão genuína e de relações de amor autênticas.



Escrito por Ana Luz às 10h32
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Liberdade absoluta, liberdade limitada, é pura ilusão. Nossa liberdade é liberdade para sermos nós mesmos, e a liberdade de toda criatura é limitada pela natureza que Deus lhe deu.

O peixe, por exemplo: Deus criou os peixes para viverem e se desenvolveram na água. Suas guelras são adaptadas para absorver o oxigênio da água. A água é o único elemento em que o peixe pode ser peixe, encontrar sua identidade de peixe, sua realização, sua liberdade. Suponhamos que você tenha em casa um peixe ornamental. Ele vive, não num desses tanques arejados e modernos, mas num daqueles velhos aquários redondos e antiquados. E lá está o peixinho, nadando de um lado para o outro no seu bendito aquário, até que, quando a sua frustração se torna insuportável, ele decide apostar na liberdade e salta para fora do seu confinamento. Se por acaso ele conseguir pular dentro de uma poça no seu jardim, aumentará a sua liberdade. Continua sendo água, só que ali tem ainda mais água para ele nadar. Agora, se ele aterrissar no carpete ou no cimento, aí a sua tentativa de escapar acabará dando não em liberdade, mas em morte.

E os seres humanos? Eu acho que se a água é o elemento em que os peixes se encontram como peixes, então o elemento em que os humanos se encontram como humanos é o amor, as relações de amor. Morris West dá-nos um exemplo disto no seu livro Filhos do Sol, que conta a história dos scugnizzi, os meninos de rua abandonados de Nápoles, e do amor do Frei Mario Borelli por eles. “Existe em nós (os napolitanos) uma coisa que nunca muda”, disse Mário para Morris. “Nós necessitamos tanto de amor quanto um peixe necessita de água, e uma ave de ar.” (Morris West, Children of the Sun - 1957; Pan, 1958). E então explicou que cada um dos scugnizzi que ele conhecia “tinha saído de casa porque não havia mais amor para ele”.

Mas não são apenas as crianças de rua do mundo que necessitam amar e ser amadas, e que descobrem que “vida” significa “amor”. Todos nós somos assim.

 

É no amor que nos encontramos e nos realizamos. Além do mais, não é preciso ir muito longe para buscar a razão para isso. É por que Deus é amor em sua essência, de tal forma que, quando ele nos criou à sua própria imagem, deu-nos a capacidade de amar assim como ele ama. Não é à toa que os dois grandes mandamentos de Deus são amá-lo e amar uns aos outros, pois esse é o nosso destino. Uma existência verdadeiramente humana é impossível sem amor. Viver é amar, e sem amor nós murchamos e morremos. Como expressou o poeta do séc. XVI Robert Southwell: “não quando eu respiro, mas sim quando eu amo, aí é que eu vivo.” Ele provavelmente estava fazendo eco à observação de Agostinho, de que a alma vive onde ela ama, não onde ela existe.  

 John Stott, 1992.



Escrito por Ana Luz às 10h29
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Transito. Transitório. Transe do parto e da partida.

 

Semana de irradiar a chegada, e naufragar na lágrima das partidas. Talvez seja disso o que Tina se ria ao “sofrer de alegria”.

 

Íris fez 3 anos, dia 10. No dia em que o Max se foi, aos 82.

 

 

Para ele

4 poemas de Age de Carvalho

 

Para ela

Todos e/ternOs afetos.

 

 



Escrito por Ana Luz às 16h54
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